13 de junho de 2016

Classificação das Marchas Populares de Lisboa - Boavista em 18ª Lugar


A Marcha de Alfama é a vencedora das Marchas Populares de Lisboa de 2016!
Em segundo lugar ficou a Penha de França e em terceiro, o Alto do Pina.
1º Marcha de Alfama
2º Marcha da Penha de França 
3º Marcho do Alto do Pina
4º Marcha de Alcântara
5º Marcha da Madragoa
6º Marcha do Bairro Alto
7ºMarcha de S. Vicente
8º Marcha da Bela Flor-Campolide
9º Marcha de Marvila
10º ex-aequo Marcha da Mouraria
10º ex-aequo Marcha dos Olivais
12ºMarcha da Ajuda
13º Marcha de Carnide
14º Marcha da Bica
15º Marcha da Graça
16º ex-aequo Marcha Sta. Engrácia
16º ex-aequo Marcha de Campo de Ourique
18º Marcha de Benfica
19º Marcha do Bairro da Boavista
20º Marcha do Lumiar
Classificações por categoria:
Melhor Coreografia: Alfama, Alto Pina, Penha de França
Melhor Cenografia: Alcântara
Melhor Figurino: Alcântara, Alto do Pina, Bairro Alto
Melhor Letra: Madragoa
Melhor Musicalidade: Alfama, Alto do Pina, Penha de França
Melhor Composição Original: “Manjerico” de Alfama
Melhor Desfile da Avenida: Alfama
Parabéns a todas as Marchas participantes e obrigada a todos os envolvidos que se dedicaram a esta 84ª edição das Marchas de Lisboa!

11 de junho de 2016

Notícias Ao Minuto - Bairro da Boavista estreia-se "por sorte" nas Marchas de Lisboa

Bairro da Boavista estreia-se "por sorte" nas Marchas de Lisboa

Um rasgo de sorte ditou a estreia do bairro da Boavista nas Marchas Populares de Lisboa, mas é também "por sorte" que os marchantes não vão desfilar de calça de ganga e t-shirt, devido à falha do figurinista.

© Global Imagens
PAÍS REPORTAGEMHÁ 1 HORAPOR LUSA
"Tivemos 48 horas, a bem-dizer, sem ir à cama, mas felizmente conseguimos fazer uma marcha", declarou a responsável da marcha do bairro, Gilda Caldeira, explicando que encomendaram os serviços de um cenógrafo e figurinista, mas este não apresentou o trabalho no prazo estipulado.
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Com um financiamento de 27 mil euros da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), o bairro da Boavista, em Benfica, encomendou os figurinos e a cenografia através de um contrato que definia que o valor seria pago em tranches e que o trabalho teria de estar completo a 27 de maio, data em que seria entregue a última tranche de sete mil euros.
No entanto, o cenógrafo não cumpriu com o contrato e só informou que os fatos não estavam prontos no dia 01 de junho, o que deixou os marchantes revoltados, pois tinham que se apresentar a público 48 horas depois, a 03 de junho, no MEO Arena.
Para recuperar o material e tentar remediar a situação, a responsável da marcha foi obrigada a desembolsar mais dois mil euros, que se somaram aos 20 mil euros entregues inicialmente.
Gilda Caldeira disse à Lusa que já avançou com uma participação na esquadra contra Joaquim Guerreiro, considerando que o cenógrafo tem que "responder perante a justiça".
"No mínimo, que seja devolvido o valor investido", defendeu a responsável da marcha da Boavista, frisando que se tratou de "um abuso de confiança", que afetou também as marchas do Alto do Pina, Bica e Lumiar. A Lusa tentou contactar o cenógrafo, sem sucesso.
Apesar deste golpe de azar, os marchantes mostraram-se mais unidos do que nunca.
Emocionada com o sentimento de família dos participantes, Gilda Caldeira recorda as palavras dos marchantes quando teve que contar que existia um problema com os figurinos: "Deixa lá, nós vamos à marcha. Nós vamos, vamos de calça de ganga e t-shirt".
Por sorte e graças ao esforço de todos os marchantes, moradores do bairro da Boavista e pessoal da Junta de Freguesia de Benfica, a marcha conseguiu ter os fatos prontos em 48 horas, que foi o tempo que restava até à primeira apresentação.
"Pagámos a costureiras. Não devemos nada a ninguém", referiu.
A inscrição da Boavista no concurso das Marchas Populares de Lisboa surge no âmbito do 75.º aniversário do bairro, tendo tido a sorte de ser uma das selecionadas no sorteio.
"Queremos que este seja o início de muitos anos a marcharmos", afirmou a responsável.
Nas últimas horas que antecedem o desfile na Avenida da Liberdade, os marchantes reúnem-se para ensaiar afincadamente a coreografia, no pavilhão municipal do bairro, ajustando alguns pormenores.
"No bairro da Boavista, ninguém desiste de vir bailar. A cantar de noite e dia, com alegria vamos marchar", entoam de viva voz.
A coordenar o ensaio, Erica Miranda conta que na marcha da Boavista existem "quatro pessoas que marcharam na vida, o resto é tudo virgem", o que dificultou o trabalho.
"Não é fácil, mas efetivamente para a experiência que eles têm e para as cambalhotas todas que isto teve que dar, eles estão triplamente de parabéns com tudo", expressou a ensaiadora.
A marchar pela primeira vez, a moradora Sandra Ferreira, de 40 anos, admite que "ao princípio custou um bocadinho" entrar no ritmo, mas agora já está preparada para marchar.
Com experiência desde 2009, Ricardo Almeida, de 38 anos, sente "um orgulho muito grande" por representar o bairro, reforçando que não entrou na marcha para brincar, mas para vencer.
Devido ao problema com os fatos, os marchantes tiveram de "andar a correr por causa de fatos, arcos, ensaios, tudo até às tantas da noite". No entanto, reforça, "isso foi o que uniu mais a marcha".
Com ligação ao bairro da Boavista desde nascença, os fadistas Lena Silva e Luís Graça são os padrinhos da marcha estreante.

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